Categoria: Dúvidas Frequentes

02
mar

59% dos homens afirmam ter tido dificuldade de ereção

Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia*, em 2014, com 1.506 pessoas entre 40 e 69 anos, mostrou que 59% dos homens já tiveram problema de ereção. Desses, 12% convivem com a dificuldade de forma recorrente. Além de abalar a autoestima, a disfunção erétil pode ser o primeiro sinal para outras doenças do sistema circulatório.

“Além da história médica e sexual, deve ser realizado exame físico de forma completa, uma vez que pode revelar causas diretas de disfunção erétil, comorbidades e outras doenças relevantes. São eles: toque retal, pressão sanguínea, distribuição de pelos e gordura pelo corpo, ginecomastia e exame genital. Exames laboratoriais são solicitados conforme a queixa clínica. Os recomendados são: glicemia, testosterona total e perfil lipídico”, diz o urologista responsável pelo serviço de disfunção sexual masculina do Hospital do Servidor Público Estadual de SP, Eduardo Bertero.

Como o sistema circulatório é um dos responsáveis pela ereção, se ele for afetado, seja por diabetes, hipertensão e/ou colesterol, pode gerar o problema de ereção. Assim, a disfunção erétil passou a ser considerada um indicador de doenças cardiovasculares.

“A prevenção é basicamente válida para todas as doenças pertinentes ao ser humano, ou seja: fazer exercícios físicos, alimentar-se bem, não fumar, não ingerir bebida alcoólica em excesso, manter o peso dentro da normalidade, dormir bem, manter hábitos saudáveis, controlar o diabetes e a hipertensão arterial”, recomenda o urologista Antônio de Moraes Júnior, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e membro da International Society for Sexual Medicine (ISSM).

 

Tratamento

Há três formas de tratamento. Cada uma será indicada de acordo com o caso. “O tratamento é dividido em tipos: primeira linha, que são as drogas orais – hoje no Brasil temos cinco substâncias (sildenafila, vardenafila, tadalafila, lodenafila e udenafila) –; segunda linha, que são drogas injetáveis nos corpos cavernosos do pênis; e terceira linha, que são as próteses penianas, maleáveis ou semirrígidas e as infláveis”, explica Moraes Júnior.

* A pesquisa De Volta ao Controle avaliou a percepção masculina e feminina sobre a doença. Ao todo, o levantamento entrevistou 1.506 pessoas, independentemente da orientação sexual, entre 40 e 69 anos, das classes ABC de todas as regiões do País. A pesquisa foi realizada pelo CONECTA, plataforma web do IBOPE Inteligência, de 16 a 24 de outubro de 2014.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia
02
mar

É POSSÍVEL PREVENIR O CÂNCER DE PRÓSTATA COM A ALIMENTAÇÃO?

Dados do Instituto Nacional do Câncer apontaram 68.800 casos novos de câncer de próstata para 2014. Excluindo o câncer de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as regiões do país. Alguma medida alimentar ou mudança de hábitos de vida pode auxiliar na prevenção ao problema? A resposta, infelizmente, é não.

Ao longo dos anos, estudos apontaram que o licopeno, presente no tomate, e a vitamina E e o selênio, presentes na castanha-do-pará, teriam um fator protetivo. No entanto, ao se fazer estudos mais específicos, chegou-se à conclusão de que essas substâncias não tinham efeito contra a doença.

“Discute-se muito sobre os fatores de risco alimentares para o câncer de próstata e se existe alguma correlação positiva de uma maior incidência do câncer de próstata com obesidade e sedentarismo. No entanto, vários fatores alimentares que se esperava que fossem protetores contra câncer de próstata – como o licopeno do tomate ou o selênio e a vitamina E das verduras e da castanha-do-pará – não demonstraram ser verdadeiros em estudos clínicos específicos. Desta forma, a maior prevenção segue sendo a adoção de estilos de vida saudáveis”, afirma o urologista Gustavo Franco Carvalhal, professor de pós-graduação em Medicina e Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da PUC-RS. Entre as orientações para uma vida saudável estão evitar gordura animal e realizar exames médicos periódicos.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda a ida a um urologista para avaliação da próstata a partir dos 50 anos. Caso algum parente de primeiro grau (pai, irmão, tio) tenha tido a doença, a consulta deve ocorrer a partir dos 45 anos, visto que a chance de ter a doença é maior nesse grupo.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia
02
mar

PORQUE DEVO FAZER O EXAME DE PRÓSTATA AOS 50 ANOS?

Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostra que a maioria dos homens brasileiros (51%) não vai ao médico regularmente. Principal causa de morte por câncer em homens depois dos tumores de pulmão, o câncer de próstata não apresenta sintomas. Estes só aparecem quando o câncer está em estágio avançado e as chances de cura são menores.

“A melhor prevenção é o diagnóstico precoce, que pode ser feito através da dosagem periódica de um exame de sangue (o antígeno prostático específico – PSA) e do exame de toque retal, que é um exame indolor, rápido e instantâneo realizado pelo urologista durante a consulta urológica”, diz o urologista Gustavo Franco Carvalhal, professor de pós-graduação em Medicina e Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da PUC-RS.

A SBU preconiza a ida a um urologista para avaliação da próstata a partir dos 50 anos. Caso algum parente de primeiro grau (pai, irmão, tio) tenha tido a doença, a consulta deve ocorrer a partir dos 45 anos, visto que a chance de ter a doença é maior nesse grupo.

“Nas fases iniciais, o câncer de próstata se apresenta silencioso, não causando nenhum sintoma específico. Com seu crescimento, podem surgir sintomas urinários obstrutivos, como diminuição do jato urinário, gotejamento após a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, micção em dois tempos, retenção urinária; e/ou irritativos, como aumento da frequência urinária, urgência, incontinência, aumento da frequência urinária noturna”, explica o urologista Lucas Nogueira, coordenador do grupo de Uro-oncologia do Hospital das Clínicas da UFMG.

 

Tratamento

Nos últimos anos, surgiram novas formas de se tratar o câncer de próstata. Ao avaliar o estágio da doença (localizado, localmente avançado ou avançado), a idade e as condições clínicas do paciente, é possível traçar um tratamento mais adequado. “Naqueles com doença inicial, localizada na próstata, incluem-se como opções a vigilância ativa (apenas acompanhar a evolução do quadro), a cirurgia (prostatectomia radical, ou seja, a retirada da próstata) e a radioterapia (externa ou braquiterapia). Nos casos de doença localmente avançada, cirurgia e a radioterapia são as opções objetivando a cura do paciente”, afirma Nogueira.

E, mesmo nos casos de doença avançada, existe tratamento que tem intenção paliativa. Pode-se optar por terapia de ablação hormonal e quimioterapia, associadas ou não a procedimentos cirúrgicos, para aliviar o fluxo urinário e medicações para proteção óssea. Esses tratamentos mais o adequado acompanhamento médico aumentam substancialmente a sobrevida do paciente ao lado dos seus familiares e amigos.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia
20
ago

ONDAS DE CHOQUE TRATAM IMPOTÊNCIA?

Nos últimos meses foi noticiada na imprensa uma novidade apontada como uma alternativa para o tratamento da disfunção erétil: a terapia com ondas de choque de baixa intensidade (utilizando o equipamento de Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque – LECO – modificado). O tratamento seria destinado a homens previamente submetidos sem sucesso a medicações orais para tratar a impotência.

Estudos preliminares realizados na Universidade de Haifa, em Israel, mostraram resultados positivos em alguns pacientes voluntários com problemas de disfunção leve ou moderada. Os testes apontaram que os choques ajudaram a aumentar o crescimento de novos vasos sanguíneos e melhoraram a vascularização do pênis.

Como os resultados ainda são preliminares, realizados em apenas um centro de saúde e com um número de pacientes restrito, a SBU recomenda aguardar as conclusões de mais estudos, principalmente multicêntricos, placebos controlados, com seguimento longo, para confirmar essa alternativa terapêutica como realmente efetiva e segura. Assim, o uso de medicamentos orais ainda deve ser considerado a alternativa de primeira linha para homens com impotência.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia